quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O documento "forjado" dos swaps

Para quem estiver a seguir a novela dos swaps, mas ainda não tiver visto a secção "forjada", aqui está ela.

A página "forjada" consiste no organograma do CityGroup e um "please update". Provavelmente alguém não se deu ao trabalho de o actualizar e não incluiu a página na versão final. É só a mim que a discussão à volta disto parece completamente sem sentido? O importante é saber se esta página lá estava ou quais eram as funções do senhor na empresa?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cooperação à Portuguesa

O ministro das Finanças também adiantou que não se pode ver esta transferência dos ordenados dos trabalhadores para os detentores do capital como uma guerra de classes. E isto, disse Gaspar, porque as empresas são locais de cooperação entre funcionários e empregadores, e esta polémica medida irá servir para melhorar a competitividade das empresas. 
no "i"
Com tanta cooperação, as empresas que estão em dificuldades não podem negociar reduções salariais diretamente com os trabalhadores? Claro que isso implica provar-lhes que estão mesmo em dificuldades.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O pobre Cavaco

Um jornalista perguntou a Cavaco Silva se ia abdicar dos 13º e 14º mês da sua reforma do Banco de Portugal.

Ao responder, Cavaco Silva queixou-se de que vai receber uma reforma de 1300€ por mês pelo seu trabalho como professor. "Não sei se ouviu bem 1300 euros por mês", repetiu. A isto soma-se o que vai receber do fundo de pensões do Banco de Portugal, que parece que é entre 4000€ e 6000€ por mês.

Fazendo as contas, chega-se à conclusão de que o presidente Cavaco vai receber, pelo menos, 5300€ por mês. Esta pensão miserável é só 13 vezes o valor da pensão média em Portugal, de 397€. Ou seja, o reformado Português médio tem que viver um ano com o que não chega para um mês de despesas de Cavaco Silva. Ainda bem que temos o presidente para nos alertar para os problemas graves do país, como a pobreza dos mais idosos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Coisa básica de que toda a gente se parece esquecer

As empresas em risco de falir e causar desemprego podem negociar os salários e tempo de trabalho diretamente com os seus trabalhadores. Como ninguém quer ficar desempregado, está no interesse dos trabalhadores negociar, desde que lhes mostrem que é mesmo esse o único caminho.

Os trabalhadores de empresas produtivas e lucrativas não têm nada que ser esmifrados com a ajuda do Estado. Portugal já tem das maiores desigualdades salariais da Europa.

Isto a propósito desta "entrevista", para que o Ladrões de Bicicletas chama a atenção.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Produtividade

Mais meia hora de trabalho, menos 4 feriados e agora menos 3 dias de férias.

Se a ideia é aumentar a produtividade, não era preferível tentar meter os 12% de desempregados a produzir?